Ginecologia – Dra. Harusy Bastos https://harusyginecologia.com.br Saúde da Mulher · Aparecida de Goiânia Mon, 14 Sep 2026 15:26:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.4 Implanon: implante contraceptivo https://harusyginecologia.com.br/atuacao/implanon/ Sun, 13 Sep 2026 22:03:53 +0000 https://harusyginecologia.com.br/atuacao/implanon/ O que é o Implanon

O Implanon é um implante contraceptivo subdérmico: um bastonete flexível de 4 cm de comprimento e 2 mm de espessura, colocado sob a pele da parte interna do braço. Ele libera de forma contínua o hormônio etonogestrel, um progestogênio que bloqueia a ovulação e espessa o muco do colo do útero. Depois de colocado, fica invisível, não depende de lembrar de nada e protege contra a gravidez por até três anos.

3anos de proteção contínua
+99%de eficácia, comparável ou superior à laqueadura
5 minpara colocar, com anestesia local

Sem estrogênio

Contém apenas progestogênio. Pode ser usado por mulheres que não podem ou não querem usar estrogênio, inclusive durante a amamentação.

Reversível

A retirada leva poucos minutos e a fertilidade retorna em poucas semanas.

Sem depender de rotina

Não há comprimido diário nem injeção mensal. A eficácia não cai por esquecimento.

Para quem é indicado

  • Mulheres que desejam contracepção eficaz e de longa duração, sem precisar lembrar de um método todos os dias.
  • Quem não pode usar estrogênio: enxaqueca com aura, pressão alta, tabagismo após os 35 anos, histórico de trombose, entre outros casos avaliados em consulta.
  • Puérperas e mulheres que estão amamentando.
  • Adolescentes e mulheres que nunca engravidaram: o método não interfere na fertilidade futura.
  • Quem pensa em laqueadura mas ainda tem dúvida: oferece eficácia semelhante, sem cirurgia e de forma reversível.

O desejo de contracepção é o principal critério de indicação. O uso do implante para endometriose, cólicas intensas ou síndrome dos ovários policísticos é uma decisão individual, que depende do perfil de cada paciente e às vezes envolve a associação de outro tratamento. Isso é definido em consulta.

Como é a colocação

  1. 1

    Consulta

    Avaliação clínica, histórico de saúde, exclusão de gestação e escolha do melhor momento do ciclo para a inserção. A consulta prévia está inclusa no valor do procedimento.

  2. 2

    Anestesia local

    Uma pequena quantidade de anestésico é aplicada na parte interna do braço não dominante.

  3. 3

    Inserção

    O implante é colocado sob a pele com um aplicador próprio, sem cortes e sem pontos. O procedimento dura cerca de cinco minutos e é feito em consultório.

  4. 4

    Curativo e alta

    Um curativo compressivo fica por 24 horas para evitar hematoma. Você sai andando e retoma as atividades no mesmo dia.

Quando pode ser colocado

Momento ideal

  • Nos primeiros 5 dias da menstruação: proteção imediata.
  • Em outro momento do ciclo, com teste de gravidez negativo: usar preservativo por 7 dias.
  • Na troca de outro método, sem intervalo de desproteção.

Após o parto

  • Na rotina da equipe, a partir de 6 semanas após o parto (puerpério).
  • Compatível com a amamentação: não reduz a produção de leite.
  • Após aborto ou perda gestacional, pode ser colocado logo em seguida.

O que esperar nos primeiros meses

Menstruação diferente

É a mudança mais comum. A menstruação pode ficar irregular, mais escassa, mais espaçada ou desaparecer por completo. Cerca de uma em cada cinco mulheres para de menstruar, e isso não faz mal. Em algumas, o sangramento fica mais frequente ou prolongado e precisa ser reavaliado.

Pele

Pode surgir ou piorar acne e, em quem tem tendência, o melasma pode escurecer. Isso acontece com qualquer método hormonal.

Libido e humor

Algumas mulheres relatam alteração da libido ou do humor, em geral em menor grau do que com as pílulas. Quando incomoda, é reavaliado.

Peso

Ganho de peso modesto é descrito por parte das usuárias, sem relação direta comprovada com o hormônio na maioria dos casos.

Dor de cabeça e sensibilidade nas mamas

Podem aparecer no início e tendem a diminuir com o tempo.

No local do braço

Hematoma pequeno e dor leve por alguns dias. Infecção, expulsão ou dificuldade de retirada são raras.

Contraindicações e cuidados

  • Gestação confirmada ou suspeita.
  • Câncer de mama atual ou nos últimos cinco anos.
  • Doença grave do fígado.
  • Sangramento vaginal sem causa esclarecida.
  • Trombose venosa em atividade.
  • Alguns medicamentos reduzem a eficácia, como certos anticonvulsivantes, rifampicina e alguns antirretrovirais. Informe tudo o que usa na consulta.

A retirada

O implante deve ser retirado ao fim de três anos, ou antes, se você quiser. A retirada é feita em consultório, com anestesia local e um corte de 2 a 3 mm, em poucos minutos. Um novo implante pode ser colocado na mesma hora, pelo mesmo corte. A fertilidade volta em poucas semanas.

Valores

Procedimento Valor
Colocação em consultório (ambulatorial) R$ 720
Colocação em ambiente hospitalar (centro cirúrgico) R$ 1.800
Retirada em consultório (ambulatorial) R$ 240
Retirada em ambiente hospitalar (centro cirúrgico) R$ 1.800

A consulta ginecológica prévia ao procedimento está inclusa nesses valores. O dispositivo (Implanon NXT) é adquirido pela paciente, com receita, e trazido no dia. A colocação em centro cirúrgico é reservada a situações específicas, como a associação a outro procedimento. Atendimento particular, sem convênio. Dinheiro, Pix ou cartão em até 12x, com acréscimo da máquina. Valores válidos na data de publicação e sujeitos a reajuste.

Perguntas frequentes

O Implanon é mais eficaz que a laqueadura?

A eficácia é comparável e, em vários estudos, superior: a taxa de falha do implante é de cerca de 5 gestações a cada 10 mil mulheres por ano. A diferença é que o implante é reversível e não exige cirurgia.

Dá para sentir ou ver o implante?

Ele não fica visível. É possível senti-lo ao apalpar o braço, o que é normal e ajuda a confirmar que está no lugar.

Vou parar de menstruar?

Pode acontecer. Cerca de 20% das usuárias ficam sem menstruar, outras têm sangramentos irregulares. Nenhuma das duas situações prejudica a saúde, mas se o padrão incomodar existem formas de ajustar e a médica avalia.

O corpo pode rejeitar o implante?

Não existe rejeição no sentido de o organismo reagir contra o hormônio. O que pode acontecer, raramente, é infecção no local ou expulsão do bastonete, tratadas em consulta.

Engorda?

Parte das mulheres relata ganho de alguns quilos, mas os estudos não mostram diferença consistente em relação a quem não usa hormônio. Alimentação e atividade física seguem sendo os principais fatores.

Posso colocar amamentando?

Sim. É um dos métodos mais indicados para quem amamenta, porque não contém estrogênio e não interfere na produção de leite.

E se eu quiser engravidar antes dos 3 anos?

É só retirar. A ovulação costuma voltar em até um mês.

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Sangramento uterino anormal https://harusyginecologia.com.br/atuacao/sangramento-uterino-anormal/ Sun, 13 Sep 2026 00:14:06 +0000 https://harusyginecologia.com.br/atuacao/sangramento-uterino-anormal/ O que é

Sangramento uterino anormal é qualquer alteração do padrão menstrual em frequência, regularidade, duração ou volume. É uma das queixas mais comuns no consultório de ginecologia. Pode ter causas estruturais, que aparecem em exames de imagem (pólipo, adenomiose, mioma, lesões malignas), ou não estruturais (distúrbios de coagulação, alterações da ovulação, causas endometriais, medicamentos). Essa é a classificação PALM-COEIN, da FIGO.

Quando procurar avaliação

Alterações do fluxo

  • Menstruação com mais de 7 dias.
  • Troca de absorvente a cada 1 ou 2 horas.
  • Coágulos volumosos.
  • Sangramento fora do período menstrual ou após a relação.
  • Qualquer sangramento após a menopausa.

Sintomas associados

  • Cólicas intensas e progressivas.
  • Dor pélvica crônica ou na relação.
  • Sensação de peso no baixo ventre.
  • Cansaço, palidez e tontura, que sugerem anemia.

O sangramento intenso crônico é uma das principais causas de anemia por falta de ferro em mulheres em idade reprodutiva. Menstruar muito não é normal e merece investigação.

Mioma uterino

Tumor benigno do músculo do útero, o mais comum em mulheres em idade reprodutiva. Muitos são assintomáticos. O tipo submucoso, que cresce para dentro da cavidade, é o que mais causa sangramento e pode dificultar a gestação; o intramural, dentro da parede, é o mais frequente; o subseroso cresce para fora e costuma causar pressão sobre bexiga e intestino.

Diagnóstico

  • Ultrassonografia transvaginal.
  • Ressonância magnética para mapeamento, quando necessário.
  • Histeroscopia para miomas submucosos.
  • Hemograma para avaliar anemia.

Tratamento

  • Acompanhamento nos assintomáticos.
  • DIU hormonal para controle do sangramento.
  • Medicamentos hormonais e análogos de GnRH.
  • Miomectomia (retirada do mioma) ou histerectomia em casos selecionados.

Adenomiose

O tecido que reveste o útero por dentro cresce dentro da camada muscular, deixando a parede espessa e dolorosa. Provoca menstruação intensa e cólica que piora ano a ano. É mais comum na perimenopausa, mas ocorre em qualquer idade reprodutiva.

Diagnóstico

  • Ultrassonografia transvaginal com avaliação da zona juncional.
  • Ressonância magnética em casos de dúvida.
  • Confirmação definitiva apenas pelo exame do útero após histerectomia.

Tratamento

  • DIU hormonal.
  • Progestogênios e outros hormônios.
  • Análogos de GnRH.
  • Histerectomia quando o tratamento clínico falha e não há desejo de gestação.

Pólipo endometrial

Projeção benigna do revestimento interno do útero, única ou múltipla, mais comum após os 40 anos e na menopausa. Causa sangramento entre as menstruações, após a relação ou na pós-menopausa, e muitas vezes é achado de ultrassonografia. Precisa ser retirado e analisado para afastar lesões malignas.

Diagnóstico

  • Ultrassonografia transvaginal com Doppler.
  • Histeroscopia, que diagnostica e trata no mesmo ato.

Tratamento

  • Polipectomia histeroscópica.
  • Exame anatomopatológico obrigatório do material retirado.

Como é a investigação

  1. 1

    Consulta

    Padrão menstrual, histórico ginecológico, medicamentos em uso, histórico familiar e sintomas associados.

  2. 2

    Exame físico

    Exame ginecológico completo, com avaliação do colo e do tamanho e da consistência do útero.

  3. 3

    Ultrassonografia transvaginal

    Primeiro exame de imagem, idealmente entre o 5º e o 10º dia do ciclo.

  4. 4

    Exames laboratoriais

    Hemograma, coagulograma, TSH, dosagens hormonais e beta-hCG para afastar gestação.

  5. 5

    Histeroscopia

    Visualização direta da cavidade. É o exame mais sensível para pólipos, miomas submucosos e alterações do endométrio.

  6. 6

    Biópsia de endométrio

    Indicada acima dos 40 a 45 anos ou com fatores de risco para hiperplasia e câncer de endométrio.

Quando a cirurgia é indicada

Tratamento clínico primeiro

  • Miomas assintomáticos: acompanhamento.
  • Adenomiose: DIU hormonal, progestogênios, análogos de GnRH.
  • Pólipo pequeno e assintomático: observação em casos selecionados.
  • Anti-inflamatórios e ácido tranexâmico nos episódios agudos.

Cirurgia quando necessário

  • Falha do tratamento clínico após 3 a 6 meses.
  • Mioma submucoso sintomático: histeroscopia.
  • Pólipo: polipectomia histeroscópica.
  • Miomas grandes ou múltiplos: miomectomia.
  • Adenomiose refratária ou sangramento grave: histerectomia.

Perguntas frequentes

Menstruar muito é normal?

Não. Trocar absorvente a cada 1 ou 2 horas, menstruar por mais de 7 dias ou eliminar coágulos grandes merece investigação.

O mioma pode virar câncer?

O mioma é benigno e não se transforma em câncer. O leiomiossarcoma é um tumor raro e diferente, que não deriva do mioma.

Posso engravidar com mioma ou pólipo?

Depende da localização e do tamanho. Miomas submucosos e pólipos podem atrapalhar a implantação, e a retirada antes da gestação pode melhorar as chances.

A adenomiose tem cura?

A única cura definitiva é a histerectomia. Em quem deseja preservar o útero, o tratamento clínico controla os sintomas.

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Incontinência urinária https://harusyginecologia.com.br/atuacao/incontinencia-urinaria/ Sun, 13 Sep 2026 00:13:55 +0000 https://harusyginecologia.com.br/atuacao/incontinencia-urinaria/

A Dra. Harusy fala sobre incontinência urinária e o papel do laser de CO2 como complemento ao tratamento.

O que é

Incontinência urinária é a perda involuntária de urina. Estudos estimam que entre 25% e 45% das mulheres passam por isso em algum momento da vida, e a maioria demora anos para procurar ajuda porque acha que é normal. Não é, e tem tratamento, conservador ou cirúrgico, conforme o tipo e a gravidade.

Os três tipos principais

De esforço

Perda ao tossir, espirrar, rir, correr ou levantar peso, por enfraquecimento do suporte da uretra e do assoalho pélvico. Mais comum após partos e na menopausa. É o tipo com maior chance de cura.

De urgência

Vontade súbita e difícil de controlar, com perda antes de chegar ao banheiro, muitas vezes com aumento da frequência urinária, inclusive à noite. Ligada à bexiga hiperativa.

Mista

Sintomas de esforço e de urgência no mesmo quadro. É a forma mais comum após os 50 anos e exige tratamento combinado.

Fatores de risco

  • Partos vaginais, principalmente com fórceps ou lacerações.
  • Menopausa, pela queda do estrogênio.
  • Obesidade e constipação crônica.
  • Tabagismo e tosse crônica.
  • Cirurgias pélvicas prévias.

Como é feito o diagnóstico

  1. 1

    Consulta detalhada

    Padrão da perda, situações que a provocam, histórico obstétrico e impacto na vida diária.

  2. 2

    Diário miccional

    Registro de três dias com horários, volumes e episódios de perda.

  3. 3

    Exame ginecológico

    Avaliação do assoalho pélvico, de prolapsos associados e teste de esforço.

  4. 4

    Exame de urina

    Afasta infecção urinária antes de qualquer tratamento.

  5. 5

    Ultrassonografia

    Anatomia pélvica e resíduo de urina após a micção.

  6. 6

    Estudo urodinâmico

    Mede pressões da bexiga e da uretra. Indicado antes de cirurgia ou quando há dúvida sobre o tipo.

Tratamento conservador: sempre o primeiro passo

Fisioterapia pélvica

Primeira linha para todos os tipos. Exercícios supervisionados, biofeedback e eletroestimulação. Boa parte das mulheres com incontinência leve a moderada melhora com adesão regular.

Mudança de hábitos

Treinamento vesical, redução de cafeína, álcool e bebidas gaseificadas, controle do peso e da constipação, evitar urinar por precaução.

Medicamentos

Para urgência: anticolinérgicos ou mirabegrona. Na menopausa, estrogênio vaginal melhora o trofismo da uretra. A duloxetina pode ser usada em casos selecionados de esforço.

Laser de CO2

Pode ser considerado em incontinência de esforço leve, como complemento da fisioterapia. A evidência ainda é limitada e o laser não substitui o tratamento de primeira linha.

Tratamento cirúrgico

Indicado na incontinência de esforço moderada a grave sem resposta ao tratamento conservador, ou quando a mulher, bem informada, opta por uma solução definitiva.

Sling suburetral

Fita de sustentação colocada sob a uretra média, por via vaginal, em ambiente hospitalar. Cirurgia de 30 a 40 minutos, com raquianestesia ou anestesia local com sedação. Pode ser associada a outras cirurgias pélvicas. Nos estudos de longo prazo, mais de 80% das mulheres mantêm cura ou melhora importante após 10 anos.

Outras opções

Colpossuspensão de Burch (por via aberta ou laparoscópica) e esfíncter urinário artificial, reservados a casos específicos.

Cuidados após o sling

  • Abstinência sexual por 4 a 6 semanas.
  • Sem esforço físico intenso nas primeiras 3 semanas.
  • Retorno em 1 semana e em 4 a 6 semanas.
  • Febre, dor intensa ou dificuldade para urinar: procure atendimento.

Perguntas frequentes

É normal perder urina na gravidez ou após o parto?

É comum, mas não deve ser aceito como normal. A fisioterapia pélvica no pós-parto ajuda e deve começar cedo.

A incontinência piora na menopausa?

Pode piorar, pela queda do estrogênio. O estrogênio vaginal em creme costuma ajudar.

O laser substitui a fisioterapia?

Não. A fisioterapia continua sendo a primeira linha.

O sling é definitivo?

Na maioria das mulheres o resultado se mantém no longo prazo, mas nenhuma cirurgia garante cura em todos os casos.

Quando devo procurar a médica?

Sempre que houver perda de urina recorrente, em qualquer volume. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais simples o tratamento.

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DIU: cobre, prata e hormonal https://harusyginecologia.com.br/atuacao/diu/ Sun, 13 Sep 2026 00:13:44 +0000 https://harusyginecologia.com.br/atuacao/diu/ O que é o DIU

O DIU é um pequeno dispositivo em formato de T colocado dentro do útero pela médica, em consultório. É um dos métodos contraceptivos mais eficazes que existem, com falha abaixo de 1% ao ano, reversível e de longa duração. Existem versões sem hormônio (cobre e cobre com prata) e versões hormonais (com levonorgestrel), e a escolha depende do perfil e das queixas de cada mulher.

Os tipos disponíveis

Cobre Cobre com prata Mirena Kyleena
Hormônio Não Não Sim (52 mg de levonorgestrel) Sim (19,5 mg de levonorgestrel)
Duração aprovada Até 10 anos Cerca de 5 anos 8 anos para contracepção 5 anos
Fluxo menstrual Pode aumentar Tende a aumentar menos que o de cobre Reduz muito ou cessa Reduz
Cólicas Podem aumentar Efeito neutro ou leve Costumam melhorar Costumam melhorar
Disponível no SUS Sim Não Não Não

A duração do Mirena para anticoncepção foi ampliada de 5 para 8 anos pela Anvisa em 2025. Para as indicações terapêuticas (sangramento intenso, proteção do endométrio) o prazo continua sendo o da bula específica.

DIU de cobre

Libera íons de cobre que reduzem a mobilidade dos espermatozoides e impedem a fecundação. Não interfere na ovulação nem na amamentação. Pode aumentar fluxo e cólica nos primeiros meses.

DIU de cobre com prata

A prata retarda a oxidação do cobre. Alternativa sem hormônio para quem quer um efeito menor sobre o fluxo, disponível apenas na rede particular.

Mirena

Sistema intrauterino hormonal. Além de anticoncepção, tem indicação no tratamento de sangramento intenso, adenomiose e miomas, e pode reduzir muito ou cessar a menstruação.

Kyleena

Menor e com dose hormonal mais baixa. Opção para quem nunca teve filhos, adolescentes ou quem deseja menos efeito hormonal, mantendo eficácia contraceptiva semelhante.

Qual combina com o seu perfil

  • Prefere não usar hormônio e tem ciclo regular: cobre ou cobre com prata.
  • Prefere não usar hormônio, mas quer menor impacto no fluxo: cobre com prata.
  • Tem cólicas intensas, endometriose, adenomiose ou sangramento excessivo: Mirena.
  • Nunca teve filhos ou quer a menor dose hormonal possível: Kyleena.

Antes da inserção

  • Consulta ginecológica com exame clínico e, quando indicado, ultrassonografia pélvica.
  • Papanicolau atualizado e pesquisa de infecções quando houver indicação.
  • Preferência pela inserção durante ou logo após a menstruação, quando o colo está mais permeável, embora possa ser feita em outros momentos.
  • Analgésico ou anti-inflamatório cerca de uma hora antes, conforme orientação.
  • Não é preciso jejum: o procedimento é de consultório, sem anestesia geral.

Como é a inserção

  1. 1

    Posicionamento e assepsia

    Posição ginecológica e limpeza do colo do útero com solução antisséptica.

  2. 2

    Medida da cavidade

    Um instrumento fino mede a profundidade do útero para a colocação correta.

  3. 3

    Inserção

    O DIU passa pelo colo com um introdutor próprio e se abre em T dentro do útero. Dura de 5 a 10 minutos.

  4. 4

    Corte dos fios

    Os fios ficam com 2 a 3 cm, dentro da vagina, e servem para a checagem e a retirada futura.

  5. 5

    Confirmação e alta

    Pode ser feita ultrassonografia de controle. Alta no mesmo dia com orientações.

Depois da inserção

Primeiras 24 a 48 horas

  • Repouso relativo.
  • Cólica e sangramento leve são esperados.
  • Evitar relação sexual por 24 horas.
  • Usar absorvente externo, não coletor ou absorvente interno.

Primeiro mês

  • Evitar esforço físico intenso.
  • Retorno médico em 4 a 6 semanas.
  • DIU de cobre protege desde a inserção; DIU hormonal precisa de método adicional por 7 dias, salvo se inserido nos primeiros dias do ciclo.

Sinais de alerta

  • Febre acima de 38 °C.
  • Dor pélvica forte e progressiva.
  • Sangramento muito intenso.
  • Corrimento com odor. Nesses casos, procure atendimento.

Acompanhamento

  • Revisão anual com a ginecologista.
  • Ultrassonografia quando indicada.
  • Troca ao fim do prazo do fabricante.
  • Retirada a qualquer momento, se desejar.

Contraindicações

DIU sem hormônio

  • Alergia ao cobre.
  • Doença inflamatória pélvica ativa.
  • Sangramento uterino anormal não investigado.
  • Malformação uterina que impeça a colocação.
  • Doença de Wilson.

DIU hormonal

  • Câncer de mama atual ou suspeito.
  • Doença hepática grave.
  • Sangramento uterino anormal não investigado.
  • Contraindicação aos progestogênios.

Mitos e verdades

DIU só pode ser usado por quem já teve filhos?

Não. Pode ser inserido em mulheres que nunca engravidaram, inclusive adolescentes. O Kyleena, por ser menor, é uma opção frequente nesse grupo.

DIU causa infertilidade?

Não. Após a retirada, a fertilidade retorna rapidamente.

O parceiro sente o DIU?

Os fios ficam dentro da vagina e raramente são percebidos. Se incomodarem, a médica pode encurtá-los.

DIU é abortivo?

Não. O DIU age antes da fecundação, impedindo o encontro do espermatozoide com o óvulo.

A inserção dói?

Pode causar cólica de leve a moderada durante e logo após a colocação, parecida com uma cólica menstrual forte. Analgésico prévio ajuda e o desconforto passa em minutos a horas.

Posso usar DIU amamentando?

Sim. Tanto o DIU de cobre quanto o hormonal são compatíveis com a amamentação e não reduzem a produção de leite.

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Saúde sexual https://harusyginecologia.com.br/atuacao/saude-sexual/ Sun, 13 Sep 2026 00:10:53 +0000 https://harusyginecologia.com.br/atuacao/saude-sexual/ Sexualidade faz parte da saúde. A consulta de saúde sexual é um espaço sem julgamento para falar do que incomoda e encontrar a causa, que costuma ter mais de um componente: hormonal, anatômico, muscular (assoalho pélvico), emocional ou relacional.

Queixas mais comuns

  • Dor na relação (dispareunia) e contração involuntária que impede a penetração (vaginismo).
  • Queda do desejo, principalmente no pós-parto, no uso de alguns contraceptivos e no climatério.
  • Dificuldade para atingir o orgasmo.
  • Ressecamento e sensação de frouxidão vaginal.

Como a Dra. Harusy conduz

Exame cuidadoso para diferenciar causas de dor, avaliação hormonal quando indicada, tratamento das condições encontradas (atrofia, infecções, endometriose, cicatrizes) e, quando necessário, trabalho conjunto com fisioterapia pélvica e psicologia. Em casos selecionados, o laser de CO2 e procedimentos de estética íntima podem fazer parte do plano. A formação em sexualidade da Dra. Harusy sustenta uma abordagem que vai além da prescrição.

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Miomas, endometriose, adenomiose e SOP https://harusyginecologia.com.br/atuacao/miomas-endometriose-adenomiose-e-sop/ Sun, 13 Sep 2026 00:10:42 +0000 https://harusyginecologia.com.br/atuacao/miomas-endometriose-adenomiose-e-sop/ Dor e sangramento fora do normal não são “coisa de mulher”. Têm causa, e a causa pode ser tratada.

Miomas

Tumores benignos do músculo do útero, muito comuns. Podem causar sangramento intenso, anemia, pressão na bexiga e dor. O tratamento vai de medicações à cirurgia, conforme tamanho, localização, sintomas e desejo de gestação.

Endometriose

Tecido semelhante ao endométrio fora do útero, causando cólica intensa, dor na relação, dor ao evacuar ou urinar no período menstrual e infertilidade. O diagnóstico combina história, exame e imagem (ultrassom com preparo intestinal ou ressonância). O tratamento pode ser clínico, com controle hormonal da dor, ou cirúrgico por videolaparoscopia.

Adenomiose

Quando o tecido endometrial cresce dentro da parede muscular do útero. Provoca cólica forte e sangramento aumentado, às vezes com sangramento ativo que exige encaixe de urgência. O tratamento inclui DIU hormonal, medicações e, em casos selecionados, a histerectomia.

Síndrome dos ovários policísticos (SOP)

Alteração hormonal que causa ciclos irregulares, acne, aumento de pelos, dificuldade para engravidar e maior risco metabólico. O tratamento é individualizado: mudança de hábitos, controle do ciclo, tratamento da resistência à insulina e, quando há desejo de gestação, indução da ovulação.

Na consulta, a Dra. Harusy investiga a causa antes de tratar o sintoma, e explica cada passo.

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Climatério, perimenopausa e menopausa https://harusyginecologia.com.br/atuacao/climaterio-perimenopausa-e-menopausa/ Sun, 13 Sep 2026 00:10:31 +0000 https://harusyginecologia.com.br/atuacao/climaterio-perimenopausa-e-menopausa/ O climatério é a fase de transição entre a vida reprodutiva e a não reprodutiva. A perimenopausa são os anos que antecedem a última menstruação, e a menopausa é confirmada após 12 meses sem menstruar. Os sintomas podem começar bem antes do que muitas mulheres imaginam, e não precisam ser suportados em silêncio.

Sintomas frequentes

Ondas de calor e suores noturnos, insônia, irritabilidade e ansiedade, dificuldade de concentração, ganho de peso, dores articulares, ressecamento vaginal, dor na relação, infecções urinárias de repetição e queda da libido.

Como é a avaliação

  • Conversa detalhada sobre os sintomas e o impacto na rotina.
  • Exames para excluir outras causas (tireoide, anemia, alterações metabólicas) e para avaliar riscos individuais.
  • Avaliação cardiovascular e óssea, porque a queda do estrogênio afeta o coração e os ossos.

Tratamento

A terapia hormonal da menopausa é o tratamento mais eficaz para os sintomas vasomotores e para a síndrome geniturinária, e é segura para a maioria das mulheres quando iniciada na janela adequada e com acompanhamento. Para quem não pode ou não quer usar hormônios, há alternativas não hormonais com evidência. Para as queixas vaginais e urinárias, o estrogênio local e, em casos selecionados, o laser de CO2 podem compor o plano. A Dra. Harusy mantém atualização constante nessa área e discute cada opção com riscos e benefícios individualizados.

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Check-up da mulher https://harusyginecologia.com.br/atuacao/check-up-da-mulher/ Sun, 13 Sep 2026 00:10:20 +0000 https://harusyginecologia.com.br/atuacao/check-up-da-mulher/ O check-up vai além do exame ginecológico. É uma avaliação organizada da saúde da mulher, que reúne os rastreios recomendados para a sua idade e o seu risco em uma única consulta, com um plano claro de acompanhamento.

O que pode incluir

  • Exames de sangue: hemograma, glicemia, perfil lipídico, função da tireoide, vitaminas e ferro conforme indicação.
  • Rastreios ginecológicos: Papanicolau, mamografia ou ultrassom das mamas, ultrassom pélvico.
  • Densitometria óssea a partir da menopausa ou antes, quando há fatores de risco.
  • Avaliação de peso, pressão arterial e hábitos de sono, alimentação e atividade física.

O resultado é uma conversa de retorno com todos os exames revisados e as orientações por escrito, sem excesso de pedidos e sem faltar o que importa.

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Consulta de rotina e prevenção https://harusyginecologia.com.br/atuacao/consulta-de-rotina-e-prevencao/ Sun, 13 Sep 2026 00:09:48 +0000 https://harusyginecologia.com.br/atuacao/consulta-de-rotina-e-prevencao/ A consulta de rotina é o momento de olhar para a saúde da mulher como um todo. Ela inclui a conversa sobre ciclo menstrual, contracepção, vida sexual, sintomas e histórico familiar; o exame clínico das mamas; o exame ginecológico; e a coleta do Papanicolau quando indicada.

O que é avaliado

  • Papanicolau (citologia do colo do útero) conforme a faixa etária e o histórico, para rastreio do câncer de colo do útero.
  • Rastreio de infecções sexualmente transmissíveis quando houver indicação.
  • Exame das mamas e solicitação de mamografia ou ultrassom conforme idade e risco.
  • Ultrassom pélvico ou transvaginal quando há queixa ou necessidade de avaliação do útero e dos ovários.
  • Vacinas indicadas para a mulher, como a do HPV.

Com que frequência

Em geral, uma vez ao ano. O intervalo do Papanicolau pode ser maior quando os exames anteriores estão normais; a Dra. Harusy explica a periodicidade certa para o seu caso.

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